Quais os tratamentos indicados para a Endometriose Profunda?

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Quais os tratamentos indicados para a Endometriose Profunda?

A endometriose atinge cerca de 176 milhões de mulheres férteis no mundo, sendo sete milhões só no Brasil. Já a endometriose profunda, atinge de 10 a 30% das mulheres que possuem endometriose. Ela se apresenta com sintomas severos, cólicas menstruais intensas, cólicas fora do período menstrual, sangramentos anais, infertilidade, e vários outros.

Infelizmente é uma patologia que não tem cura, mas como toda doença, o seu tratamento é fundamental para o restabelecimento da qualidade de vida da mulher. O tratamento é totalmente personalizado, de acordo com o quadro de cada paciente após avaliações clínicas, ultrassons e ressonâncias magnéticas, levando-se em consideração idade e se a mesma deseja engravidar ou não, o que influencia diretamente nas possíveis soluções para a doença. Atualmente existem dois tipos de tratamentos para a endometriose profunda: o clínico e o cirúrgico, ou a combinação de ambos.

Tratamento Clínico

Se optar pelo tratamento clínico, serão ministradas medicações para a antecipação da menopausa, como analgésicos e anti-inflamatórios para o alívio da dor principalmente no período menstrual, métodos hormonais como pílulas combinadas de estrógeno e progesterona, injetáveis, adesivos, anel vaginal, DIU Mirena, entre outros.

Tratamento Cirúrgico

Em casos, mais graves e mais profundos, ou pela ausência de resposta do procedimento clínico, a cirurgia pode ser a solução mais indicada pelo seu médico.

A cirurgia de endometriose profunda é realizada via videolaparoscopia, procedimento onde é possível a retirada de todo o tecido endometrial, evitando a retirada dos órgãos afetados. Esse procedimento procura manter a fertilidade da paciente. Em casos em que a mulher não deseja ter filhos, pode ocorrer a remoção dos órgãos afetados. Lembrando que, em alguns casos a endometriose pode retornar e atingir outros órgãos, tornando necessário a retomada do tratamento.

Portanto é fundamental que a mulher realize consultas e exames periódicos com o seu ginecologista. Quanto mais cedo for o seu diagnóstico, mais opções para o seu tratamento.