Ômega-3 Pode Prevenir Endometriose?

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Ômega-3 Pode Prevenir Endometriose?

Estudos apontam que o consumo de ômega-3 pode prevenir endometriose. Confira!

A alimentação é um aspecto fundamental para as mulheres com endometriose. Afinal, por se tratar de uma doença inflamatória, o cuidado com a nutrição pode auxiliar na prevenção e controle dessa patologia que afeta a qualidade de vida de sete milhões de brasileiras, causando cólicas intensas, dispareunia, sangramento uterino anormal, dor pélvica crônica e infertilidade.

Entretanto, ainda existem muitos mitos e desinformação quando o assunto é endometriose. Por isso, é fundamental que as mulheres estejam alertas e saibam como e onde encontrar referências bem fundamentadas para que, a partir daí, possam basear suas escolhas alimentares no intuito de prevenir a doença ou aliviar seus sintomas.

Este artigo irá abordar alguns fatos sobre os benefícios do ômega-3 para a saúde preventiva feminina.

O periódico científico Human Reproduction publicou em 2010 um estudo realizado pela Harvard Medical School que afirmou que mulheres que consomem alimentos ricos em ômega-3 possuem menores chances de desenvolver endometriose do que aquelas que optam por alimentos ricos em gordura trans.

Em resumo, o foco da questão é a escolha por um estilo de vida mais saudável com hábitos alimentares equilibrados.

Já é sabido há algum tempo que o consumo de ácido graxo ômega-3 – presente em animais marinhos, principalmente em peixes como salmão e atum – contribui para equilibrar as funções do coração, cérebro e olhos, além de ser um aliado no combate aos sintomas da artrite reumatoide. Agora, com os resultados do estudo citado anteriormente, podemos colocar mais um efeito positivo que o ômega-3 oferece: o auxílio na prevenção de endometriose.

O estudo da Harvard Medical School acompanhou 70.709 mulheres durante 12 anos e o resultado foi o seguinte: aquelas que consumiram mais ômega-3 apresentaram 22% menos chances de serem acometidas pela endometriose.

Em contrapartida, o grupo de mulheres que ingeriu mais ácido graxo transverso – a famigerada gordura trans, presente em frituras, biscoitos e margarina – teve um aumento de 48% nas chances de desenvolver a enfermidade. A conclusão é que esse tipo de gordura amplia a quantidade de alguns marcadores inflamatórios relacionados à endometriose.

À vista desses dados, fica evidente a importância de dar a atenção devida para a alimentação e buscar implementar hábitos mais saudáveis no dia a dia. 

Em caso de dúvidas e antes de tomar qualquer decisão que irá interferir em sua alimentação ou na rotina de atividades físicas, consulte profissionais capacitados na área da saúde para uma correta orientação.

A Clínica Ayroza Ribeiro está sempre de portas abertas. Até a próxima!

link estudo: https://academic.oup.com/humrep/article/25/6/1528/2915756?searchresult=1