Mitos Sobre Miomas Uterinos

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Mitos Sobre Miomas Uterinos

Desmistificamos, neste texto, alguns mitos sobre miomas uterinos

Os miomas uterinos são, na imensa maioria das vezes, tumores benignos. Eles acometem pelo menos metade das mulheres em idade fértil.

Segundo especialistas, a desinformação sobre a doença é a principal inimiga das pacientes. Por desconhecerem as características, sintomas e possibilidades de tratamento, muitas mulheres acabam sofrendo com a piora dos sintomas e do próprio quadro clínico.

É de extrema importância para a saúde feminina desmistificar os miomas uterinos e suas características. Conhecimento é uma ferramenta indispensável na identificação, tratamento e cura da doença.

Abaixo citamos alguns dos mitos que envolvem os miomas uterinos.

  • Miomas em desenvolvimento têm alto potencial de malignidade

A presença de miomas uterinos não significa maiores chances de desenvolver câncer no útero ou em qualquer outro órgão.

Ter miomas confundidos com tumores malignos durante o diagnóstico é algo bastante raro. Exames de ressonância magnética e ultrassonografia proporcionam grande precisão diagnóstica.

  • Miomas uterinos sempre apresentam sintomas

Na maioria dos casos, cerca de 80%, a presença de miomas no útero não desencadeia nenhum tipo de sintoma. Um fator crucial que dificulta o diagnóstico.

Quando os sintomas se manifestam, o mais comum deles é o sangramento vaginal de fluxo intenso, que pode acontecer durante a menstruação ou fora dela.

Sensação de pressão na região pélvica, dores abdominais, vontade de urinar constante e dores ao ter relações sexuais são outros sintomas frequentes. A infertilidade pode ser outro sintoma dessa condição, mas é extremamente rara e depende, principalmente, da parte do útero em que o mioma está localizado.

  • A retirada do útero é a melhor alternativa para mulheres que não desejam engravidar e que possuem miomas com sintomas agressivos

Antes de tomar qualquer decisão sobre as possibilidades de tratamento, é muito importante que haja uma conversa séria e franca entre a equipe médica e a paciente.

Avaliar com calma as consequências de uma histerectomia (retirada do útero) é imprescindível para evitar arrependimentos. Afinal, é uma cirurgia irreversível.

Existem tratamentos menos radicais, como a embolização e a miomectomia, que devem ser levados em consideração.

É evidente que a intensidade dos sintomas deve ser analisada e de que maneira interferem na qualidade de vida da paciente. O diálogo sincero entre médicos e pacientes é essencial para uma decisão acertada.

  • Miomas afetam apenas mulheres mais velhas

As estatísticas apontam que mulheres entre 35 e 50 anos são o principal grupo de risco quando o assunto é mioma uterino.

Entretanto, mulheres jovens não estão imunes ao desenvolvimento da doença, apesar das possibilidades serem menores para aquelas com menos de 35 anos.

Estimativas revelam que 50-70% das mulheres irão apresentar quadros de miomas uterinos ao longo da vida. Portanto, não devemos negligenciar o acompanhamento ginecológico constante e os exames de rotina.

  • Miomas uterinos não diminuem sem tratamento

O crescimento dos miomas é estimulado pelo estrogênio e pela progesterona, dois hormônios preponderantes no organismo feminino. Quando é chegada a menopausa, os ovários reduzem de maneira drástica a produção desses hormônios e a mulher deixa de ovular e menstruar.

Com índices hormonais tão baixos, os miomas uterinos, que são hormônio-dependentes, tendem a diminuir de tamanho e os sintomas costumam desaparecer. Todavia, o monitoramento dos miomas deve ser feito com regularidade mesmo após a menopausa.

Procure se informar, converse com seu médico de confiança e tire suas dúvidas.

E não se esqueça: sempre que precisar, pode contar com a Clínica Ayroza Ribeiro.