Os diferentes métodos contraceptivos

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São muitos os métodos contraceptivos à disposição nos dias de hoje para prevenir uma gravidez não planejada e, em alguns casos, evitar a transmissão de infecções sexualmente transmissíveis. (ISTs)

Os mais comuns são a camisinha e a pílula, entretanto existem diferentes opções que podem ser classificadas como métodos hormonais ou métodos de barreira.

Métodos de barreira:

Os métodos de barreira são aqueles que impossibilitam o acesso dos espermatozoides ao útero.

Recomendados para as mulheres que não podem utilizar os métodos contraceptivos hormonais ou desejam evitar ISTs.

Métodos de barreira que previnem infecções sexualmente transmissíveis:

Preservativo masculino: conhecido também como camisinha, ele é utilizado no pênis para captar o esperma e, assim, impedir que tenha contato com o corpo da mulher.

Feita de látex ou poliuretano, a camisinha é descartável. Ela previne a gravidez e também a transmissão de ISTs.

Eficácia estimada: 82%.

Preservativo feminino: popularmente chamada de camisinha feminina, é um contraceptivo que precisa ser inserido na vagina antes da penetração. É utilizado para impedir que o esperma chegue até o útero.

A camisinha feminina é pré-lubrificada com silicone, contudo podem ser utilizados outros lubrificantes à base de óleo ou água para tornar seu uso mais confortável.

Ela é capaz de reduzir o risco de contágio por ISTs e de gravidez inesperada da mesma forma que a camisinha masculina. Também é descartável.

Eficácia estimada: 79%.

Demais tipos de métodos de barreira (não previnem contra ISTs):

Dispositivo Intrauterino (DIU): consiste em um pequeno aparelho colocado dentro do útero.

Seu uso deve ser realizado apenas por mulheres saudáveis e que não apresentem alterações nos exames ginecológicos.

Esse método anticoncepcional possui diferentes modelos e só pode ser colocado por profissional da saúde especializado.

Eficácia estimada: 99%.

Diafragma: anticoncepcional em formato abobadado, feito de silicone e envolvido por um anel flexível. São produzidos em diferentes tamanhos, que variam entre 50 mm e 105 mm.

Deve ser inserido na vagina, antes das relações sexuais, para impedir que os espermatozoides cheguem à cavidade uterina.

A sugestão é utilizá-lo em conjunto com uma geleia ou creme espermicida para mais conforto e maior eficácia contraceptiva.

Para que funcione corretamente e previna a gravidez, o diafragma deve permanecer no corpo de 6 a 8 horas depois da relação, porém deve ser retirado em até 24 horas.

Eficácia estimada: 88%.

Capuz Cervical: espécie de tampa ou plugue que é inserido na vagina até cobrir o colo do útero e, dessa forma, impedir a passagem do espera para o útero.

Produzido em silicone ou látex, sua circunferência é menor que a do diafragma, porém é necessária consulta médica para que seja indicado o tamanho ideal do modelo a ser comprado.

Em mulheres que já deram à luz, esse dispositivo pode não funcionar.

Requer uso de espermicidas para que a paciente fique devidamente protegida contra a gravidez.

O capuz cervical deve ficar pelo menos 6 horas na vagina após as relações e precisa ser retirado em até 48 horas depois.

Eficácia estimada: 84%.

Espermicidas: são substâncias químicas produzidas no formato de cremes, tabletes, geleias, espumas e comprimidos. Devem ser inseridos na vagina 15 minutos antes das relações íntimas.

Caso sejam utilizados sozinhos, os espermicidas não são muito eficazes. Todavia, se forem combinados a outros métodos de barreira, como o diafragma ou capuz cervical, podem ser muito úteis e aumentam a proteção contra a gravidez.

É possível que algumas pacientes sejam alérgicas aos componentes das fórmulas.

Eficácia estimada: 72%.

Métodos Hormonais:

Desenvolvidos para interromper ou controlar a ovulação da paciente, são capazes de evitar a gravidez, porém não protegem contra o contágio e transmissão das infecções sexualmente transmissíveis.

Pílula contraceptiva oral combinada: ou apenas pílula, consiste na combinação de diferentes hormônios inibidores da ovulação.

Muito difundida atualmente, é contraindicada para pacientes com pressão alta, fumantes e que tenham histórico de câncer de mama, fígado ou câncer endometrial.

Apenas ginecologistas podem indicar o melhor tipo de pílula para cada caso e organismo.

Eficácia estimada: 91%.

Anel Vaginal: com diâmetro de 54 mm e espessura de 4 mm, esse método contraceptivo deve ser colocado dentro da vagina e lá permanecer pelo período de três semanas.

Precisa ser retirado no início da quarta semana e, apenas sete dias depois, um novo anel deve ser colocado.

O anel vaginal possui cargas hormonais de progesterona e estrogênio que, ao serem absorvidas para a corrente sanguínea, impedem a ovulação de acontecer.

O uso desse contraceptivo deve ser indicado e acompanhado por ginecologistas e é contraindicado para pacientes com histórico de ataque cardíaco, coágulos de sangue, acidente vascular cerebral ou algum tipo de câncer.

Eficácia estimada: 91%.

Contraceptivo hormonal injetável: consiste na administração mensal ou trimestral, a depender do composto receitado, de injeções hormonais.

Sua função é inibir a ovulação e, desse modo, prevenir a gravidez.

Eficácia estimada: 94%.

Adesivos cutâneos hormonais: pequenos adesivos colados à pele com progesterona e estrogênio. Devem ser utilizados em ciclos de 21 dias, com pausas de uma semana entre eles.

Sua eficácia, benefícios e contraindicações são os mesmos das pílulas e anéis vaginais.

Eficácia estimada: 91%.

Implante contraceptivo: o implante anticoncepcional é um método bastante discreto, porém eficaz.

Do tamanho similar ao de um palito, o implante é colocado na parte superior do braço, logo abaixo da pele. Nele há uma reserva de progesterona que é liberada em pequenas doses.

Além de impedir a ovulação, esse hormônio deixa o muco cervical mais denso, fato que dificulta a motilidade do esperma nas proximidades do útero e a posterior fecundação dos óvulos.

Ideal para pacientes que desejam um método seguro, porém que não exija um controle diário, semanal ou mensal. A duração do implante é de até 3 anos.

O uso deve ser indicado por um médico especialista, após uma série de exames. A colocação do dispositivo também é um procedimento que necessita da experiência de um profissional da área da saúde.

Eficácia estimada: 99%.

Lembre-se que o acompanhamento ginecológico é fundamental para a escolha do método contraceptivo ideal. Marque uma consulta, faça suas perguntas e tire suas dúvidas com profissionais de sua confiança.