Endometriose: A doença da mulher moderna

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Endometriose: A doença da mulher moderna

A ocorrência de endometriose, quando analisada em âmbito global, apresenta traços epidemiológicos. Estimativas apontam que 70 milhões de mulheres ao redor do planeta sofrem de algum tipo de endometriose, e que metade dos quadros de infertilidade ou dor pélvica estão diretamente relacionados à doença.

O principal gatilho para o desenvolvimento de endometriose é explicado pela teoria da menstruação retrógrada, que acontece quando o sangramento segue o fluxo contrário ao natural e ao invés de expelir, leva células endometriais para outras partes do organismo que não o útero. Esse fenômeno acontece com a imensa maioria das mulheres, mas somente algumas desenvolvem a doença. A hipótese explicativa mais provável é a de que pacientes com endometriose possuem produção e distribuição hormonal que favorece o desenvolvimento das células que compõe o endométrio e também apresentam disfunções imunológicas que incapacitam o corpo de eliminá-las de onde não deveriam estar.

Por que é uma doença moderna?

Algum tempo atrás era comum a existência de famílias grandes, que contavam com 10 filhos ou mais. As mães viviam grávidas ou amamentando (em muitos casos as duas condições coincidiam), os casamentos aconteciam mais cedo na vida das mulheres e o início da vida sexual e reprodutiva também. Dessa maneira, passavam boa parte do tempo em amenorreia, ausência de menstruação, portanto, seus corpos ficavam menos expostos ao estrogênio, o hormônio responsável pelo desenvolvimento das células endometriais. Nessas condições as chances de desenvolver a enfermidade eram muito menores do que hoje em dia.

Entretanto, a mudança da cultura familiar com expressiva queda da taxa de natalidade não é a única responsável pelo aumento da ocorrência de endometriose. A poluição e os agentes químicos, que resultam do estilo de vida urbano e industrializado que adotamos como sociedade, também têm grande contribuição nesse acontecimento.

Os rejeitos industriais e aditivos químicos têm efeitos muito negativos para a saúde e qualidade de vida, fato indiscutível. Compostos químicos desenvolvidos com o advento do avanço científico, como PCB e TCDD, comprovadamente nocivos aos humanos, poluem nossos solos, água e ar. Também é possível encontrar quantidades consideráveis deles na carne de peixes, aves e mamíferos que compõem a base da alimentação de muitas pessoas. No que diz respeito à fisiologia, a contaminação por tais elementos tem vários efeitos colaterais e desregular nosso sistema endócrino é um deles. Ao prejudicar a produção hormonal do organismo, tais fatores colaboram de maneira preponderante para o aumento dos casos de endometriose nos dias de hoje.

O modo como vivemos define a nossa qualidade de vida, por isso é tão importante praticar exercícios físicos, ter uma alimentação balanceada, dar preferência para alimentos orgânicos e cuidar da saúde mental. Fortalecer o sistema imunológico deve ser uma constância.

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