Diferenças entre SPM e TDPM.

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Diferenças entre SPM e TDPM

Entenda as principais diferenças entre o Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM) é a Síndrome Pré-Menstrual (SPM)

A SPM (síndrome pré-menstrual), também chamada de TPM (tensão pré-menstrual), é bastante conhecida pelas mulheres. Seus sintomas, recorrentes a cada ciclo, afetam aspectos físicos e psicológicos que incluem:

  • cansaço
  • dor de cabeça
  • irritabilidade
  • sensação de inchaço no abdome e pernas
  • aumento da sensibilidade e tamanho dos seios
  • acne
  • ansiedade
  • alteração no apetite
  • ganho de peso

Estima-se que 3 a cada 4 mulheres sofram com os sintomas da SPM que, normalmente, aparecem uma semana antes da menstruação e tendem a melhorar com o início do ciclo menstrual. A intensidade dos sinais da SPM varia muito para cada mulher e são descritos desde a primeira menstruação até a menopausa.

O TDPM (transtorno disfórico pré-menstrual), por sua vez, é considerado um subtipo da SPM com as características intensificadas. Ele atinge entre 3% e 8% das mulheres em idade fértil e o principal sinal desse transtorno é a oscilação radical de humor que pode interferir de maneira negativa na vida pessoal e profissional da paciente.

Diagnóstico

Existem critérios bem definidos pelo Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiátrica Americana para diagnosticar de forma correta o TDPM.

É preciso que a paciente apresente ao menos cinco dos seguinte sintomas e que, pelo menos um deles esteja entre os quatro primeiros:

  1. Irritabilidade ou raiva inexplicável e aumento da ocorrência de brigas e desentendimentos;
  2. Instabilidade afetiva considerável;
  3. Pensamentos autodepreciativos, sentimentos de falta de esperança ou humor deprimido;
  4. Sentir que está com os “nervos à flor da pele”, tensão ou ansiedade intensa;
  5. Falta de energia, fadiga ou letargia;
  6. Sensação subjetiva de dificuldade de concentração;
  7. Insônia ou hipersonia;
  8. Sensação subjetiva de descontrole emocional;
  9. Alterações consideráveis do apetite ou vontade súbita por certos alimentos;
  10. Diminuição do interesse pelas atividades cotidianas;
  11. Dor articular ou muscular, sensação de inchaço geral, aumento do tamanho e sensibilidade das mamas e ganho de peso.

Possíveis causas

Há indicações de que existe alguma questão genética por trás das alterações bioquímicas que atuam no sistema nervoso central e outras parte do organismo relacionadas ao TDPM. Entretanto, especialistas acreditam que desequilíbrios hormonais não sejam os causadores do transtorno e, sim, questões relativas ao funcionamento padrão dos ovários.

Outras causas que podem ser levadas em consideração incluem fatores externos como os hábitos alimentares. Parece que existe uma relação entre os tipos de alimentos ingeridos e a manifestação dos sintomas. Cafeína, chocolate, produtos lácteos, sal, bebidas alcoólicas e hidratos de carbono simples (especialmente açúcar e mel) são alguns dos prováveis gatilhos agravadores dos sintomas.

Tratamento

Não há um tratamento padrão para TDPM, pois os sintomas e a intensidade deles variam bastante em cada caso. Por isso, a depender do quadro clínico, são indicados diferentes tipos de tratamentos que incluem medicamentos antidepressivos, diuréticos e inibidores da secreção prolactina. Acupuntura, homeopatia e uma alimentação balanceada que promova melhor equilíbrio entre minerais, vitaminas e aminoácidos também podem ajudar a interromper ou amenizar os sintomas desagradáveis, tanto da SPM quanto da TDPM.

Atividades que ajudem a reduzir o estresse e a prática de exercícios físicos também são importantes aliadas no combate dessas condições que comprometem o bem-estar de tantas mulheres.

É fundamental que você busque ajuda do médico de sua confiança caso perceba que os sintomas estão incomodando mais do que deveriam e que sua qualidade de vida está sendo afetada.

Não deixe para cuidar da saúde depois. Agende uma consulta o quanto antes.