Dieta Anti-Inflamatória: uma aliada no combate à endometriose

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Dieta Anti-Inflamatória: uma aliada no combate à endometriose

Neste artigo iremos apresentar os benefícios de seguir uma dieta anti-inflamatória para combater os sintomas da endometriose. Confira!

A melhor maneira de tratar a endometriose é por meio de uma abordagem multidisciplinar, com o auxílio de profissionais de diferentes especialidades. Diagnósticos e tratamentos realizados por médicos capacitados, fisioterapia do assoalho pélvico e acompanhamento nutricional são fundamentais para a melhora dos quadro clínicos das portadoras de endometriose.

Mesmo que o aspecto nutricional não configure a causa nem a cura da doença, sem sombra de dúvidas ele desempenha um papel decisivo na forma como sentimos nosso corpo. Por isso, escolhas alimentares têm impacto direto no organismo e, no caso da endometriose, elas podem ser o gatilho de alguns sintomas ou a chance de ajudar a controlá-los.

É preciso lembrar, contudo, que a mudança de hábitos alimentares é um processo que não acontece da noite para o dia e que cada paciente tem suas próprias características e necessidades. Portanto, procure manter a calma e a perseverança. No final, valerá a pena adequar sua alimentação às bases de uma dieta anti-inflamatória.

A maioria das pessoas tem consciência de que processos inflamatórios geram muitos sintomas, principalmente a dor. Todavia, o que poucos indivíduos sabem é que a s escolhas alimentares têm o poder de aumentar ou diminuir as inflamações e seus sintomas.

Assim sendo, encare esses fatos como a possibilidade de retomar parte do controle que devemos ter sobre nossa saúde, algo que muitas pacientes com endometriose sentem ter perdido para sempre.

Quais são os alimentos inflamatórios?

Os alimentos refinados, sintéticos e processados são os primeiros que devem ser evitados. Refeições industrializadas, cereais matinais, farinha branca, açúcar, adoçantes artificiais, refrigerantes, embutidos, carne vermelha, soja, leite, gorduras saturadas e produtos que contenham aditivos químicos, como corantes e conservantes contribuem para sobrecarregar nosso organismo com toxicidade.

Prefira alimentos frescos e não processados, de preferência orgânicos. Eles são parte fundamental de uma dieta anti-inflamatória.

Esteja atenta também ao glúten. Essa proteína presente nos grãos, como trigo, centeio e cevada, pode ser muito prejudicial para mulheres que sofrem com endometriose. Afinal, por se tratar de uma proteína de difícil digestão, ela acarreta o desenvolvimento de inchaço abdominal e aumento dos níveis de dor pélvica.

Um estudo publicado em 2015 pelo Journal of minimally invasive gynecology, concluiu que a terapia medicamentosa aliada a uma dieta livre de glúten apresenta melhores resultados que a terapia medicamentosa isolada.

Portanto, caso queira experimentar uma dieta sem glúten, dê preferência aos alimentos livres dessa proteína, como arroz, quinoa, lentilha, ervilha, grão-de-bico, legumes e frutas.

Por outro lado, evite pães, bolos, massas e bolachas. Também é muito importante ler os rótulos dos alimentos antes de comprá-los, pois muitos deles apresentam glúten em sua composição. Se for possível, opte por preparar seus próprios molhos e condimentos em casa, com ingredientes frescos, livres das químicas industriais.

Cuidado com a soja! Este grão, quando não passa por um processo adequado de fermentação, é muito difícil de ser digerido e, consequentemente, altamente inflamatório. Além disso, atualmente, as plantações de soja estão entre as culturas mais pulverizadas com agrotóxicos em todo mundo e quase todas as plantas são geneticamente modificadas.

Essas características, aliadas à presença de ácido fítico e altos níveis de isoflavonas (responsáveis por aumentar a produção de estrogênio no corpo humano), fazem com que a soja e seus derivados possam prejudicar a qualidade de vida das pacientes.

Os laticínios, assim como a soja, também podem ser extremamente inflamatórios, difíceis de digerir, além de conter altas quantidades de hormônios. A lactose, um açúcar encontrado no leite, costuma desencadear inchaços abdominais, dores e demais sintomas incômodos quando as bactérias da flora intestinal começam sua digestão e fermentação.

A caseína, proteína presente no leite, é outro componente potencialmente perigoso para mulheres com endometriose. Ela pode causar reações alérgicas parecidas com a intolerância à lactose e prejudicar o sistema gastrointestinal. Um intestino irritado pode piorar as lesões endometriais presentes no próprio intestino, ou mesmo na cavidade pélvica, e piorar os episódios de dor.

As alternativas para o consumo de laticínios podem ser os leites de amêndoas, de coco ou de arroz. É fundamental substituir o cálcio presente nos laticínios por outras fontes, como vegetais de folhas verdes, amêndoas cruas e salmão fresco.

A carne vermelha também é um problema quando o assunto é dieta anti-inflamatória. Assim como os laticínios, ela pode ser altamente inflamatória e de difícil digestão. Isso pode levar aos sintomas da má digestão e da síndrome do intestino irritável.

Esses fatores são causados principalmente pela alimentação do gado ser, na maioria das vezes, feita com ração de grãos geneticamente modificados e que apresentam hormônios de crescimento em sua composição.

Caso você tenha boa tolerância à carne vermelha, opte por cortes de origem segura, alimentada com pasto ou com selo de procedência orgânica.

O álcool é outro vilão nessa história, por também ser uma substância inflamatória. Sua difícil absorção pelo organismo pode ser o gatilho para a piora dos sintomas da endometriose.

Considere eliminar o álcool de sua rotina, bem como bebidas energéticas e cafeinadas.

Como fazer a transição para um dieta anti-inflamatória?

Antes de mais nada, é primordial trabalhar em conjunto com um profissional de nutrição que tenha amplo conhecimento sobre endometriose e suas particularidades.

É preciso ter em mente que essa mudança de hábito exige, principalmente, força de vontade e disciplina. Mas lembre-se: os resultados compensam todo esforço e sacrifício. 

A imensa maioria das mulheres com endometriose que modificam seus hábitos alimentares apresentam melhoras importantes no que diz respeito ao bem-estar, disposição e diminuição dos sintomas severos.

Essa matéria foi feita com o intuito informativo e não substitui consultas médicas e nutricionais. Consulte sempre profissionais de sua confiança.

Em caso de qualquer dúvida, a Clínica Ayroza Ribeiro estará sempre à sua disposição.