Cirurgia Robótica e Ginecologia Minimamente Invasiva

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Cirurgia Robótica e Ginecologia Minimamente Invasiva

A cirurgia robótica e sua contribuição para a ginecologia minimamente invasiva

Antigamente, a mulher que apresentasse sangramentos vaginais anormais só tinha uma opção de tratamento: a retirada do útero (histerectomia).

Muitas doenças benignas, como miomas, adenomiose e pólipos endometriais acabavam por ser tratadas com esse método radical e irreversível. Entretanto, a evolução da ciência e medicina, proporcionou possibilidades distintas de tratamentos para esses males que acometem as mulheres. O uso de medicamentos hormonais e a realização de cirurgias que não ameaçam o útero e sua integridade reprodutiva já são uma realidade há algum tempo.

Agora, com o advento de avanços tecnológicos mais recentes, surgiram robôs produzidos especialmente para fins cirúrgicos que oferecem assistências prestimosas aos cirurgiões e resultados fantásticos para as pacientes. As dores pós-operatórias são menos intensas, os sangramentos foram reduzidos, bem como o tempo de internação e de recuperação.

Nas cirurgias realizadas com auxílio da robótica, a equipe conta ao menos com dois cirurgiões. Um deles fica responsável por controlar os braços mecânicos a partir de um console e o outro posiciona-se de prontidão próximo à paciente e ao restante da equipe (enfermeiros, instrumentador e anestesista também especializados em cirurgia robótica), para poder prestar todo auxílio no decorrer do procedimento e ajudar em uma possível emergência.

A robótica voltada para cirurgias é estudada desde a década de 1980, com o objetivo de vencer as limitações impostas pela articulação dos instrumentos e pelas condições humanas dos cirurgiões, sujeitos a fadigas musculares, formigamento dos membros e o posicionamento de mãos e punhos que muitas vezes impedem ou limitam acessos e movimentos.

No campo da ginecologia, esse tipo de cirurgia tem sido desenvolvida para melhorar os resultados dos procedimentos.

Cirurgia laparoscópica com assistência robótica apresenta as mesmas vantagens das cirurgias minimamente invasivas feitas por videolaparoscopia, com o acréscimo de maior conforto e precisão para o cirurgião e, como consequência, mais segurança para a paciente.

As possibilidades de tratamento tornam-se diversificadas e, inclusive, permitem a realização de cirurgias à distância, com a colaboração de especialistas de outras cidades, estados e até países. É evidente que, nesses casos, há todo o apoio de uma equipe presente na sala de cirurgia.

Entre as desvantagens da cirurgia robótica estão questões econômicas e de treinamentos e capacitação adicionais. Há também algumas restrições impostas pela falta de uma variedade maior de instrumentos, que existem em laparoscopias convencionais e, por isso, não é todo tipo de cirurgia ginecológica que pode ser realizada com o auxílio de robôs, ainda.

Converse com seu médico de confiança e informe-se sobre as possibilidades de cirurgias feitas com assistência robótica.